Projeto de comportamento Térmico

Projeto de comportamento Térmico

O projeto de comportamento térmico visa garantir o conforto térmico dos ocupantes e a eficiência energética da edificação através do adequado isolamento térmico da envolvente, controlo de pontes térmicas, ventilação natural e otimização dos ganhos solares. Este projeto assegura temperaturas interiores adequadas no inverno e verão, minimizando as necessidades de aquecimento e arrefecimento e reduzindo consumos energéticos.

Enquadramento Legal em Portugal

O comportamento térmico dos edifícios de habitação é regulado pelo Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH), integrado no Sistema de Certificação Energética (SCE) aprovado pelo Decreto-Lei n.º 118/2013, alterado pelo DL n.º 95/2019. A Portaria n.º 349-B/2013 define as metodologias de cálculo e requisitos técnicos. Todos os edifícios novos ou em grande reabilitação devem obter certificação energética obrigatória para licenciamento e transações imobiliárias.

Âmbito Técnico

O projeto define soluções construtivas que garantem os valores máximos de coeficiente de transmissão térmica (U) conforme as zonas climáticas portuguesas. Inclui especificação de isolamento térmico em paredes exteriores (EPS, XPS, lã mineral, cortiça), coberturas e pavimentos, com espessuras entre 4 a 15 cm conforme localização. Contempla vãos envidraçados com vidros duplos ou triplos, caixilharias com corte térmico, e tratamento de pontes térmicas lineares em pilares e ligações críticas.

O projeto calcula os indicadores obrigatórios: Nic (necessidades de aquecimento), Nvc (necessidades de arrefecimento), Ntc (energia primária total) e Nac (preparação de AQS), expressos em kWh/(m².ano). Define proteções solares (estores, palas, brises), aproveitamento de inércia térmica e ventilação natural adequada (mínimo 0,6 renovações/hora).

Com base nos cálculos, o edifício recebe classificação energética de A+ (mais eficiente) até F, constante do Certificado Energético obrigatório. Edifícios bem classificados apresentam menores consumos, maior conforto térmico, valorização patrimonial significativa e reduzida pegada ambiental. O projeto coordena-se com arquitetura, estruturas e AVAC, incluindo memória descritiva, peças desenhadas, folhas de cálculo, especificações técnicas e termo de responsabilidade do técnico autor.

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